Secult lança X Edital de Cinema e Vídeo

Encontram-se com inscrições abertas o X Edital Ceará de Cinema e Vídeo, cujo lançamento se deu nesta segunda-feira, 15 de outubro, Dia do Audiovisual, data que foi criada a partir de uma proposição - acatada - da ACCV/ABD-CE junto a assembléia legislativa do Estado do Ceará.

O Edital de Cinema e Vídeo 2012, no valor de R$ 3.810.000,00, objetiva o desenvolvimento de projetos de audiovisual, por meio da concessão de apoio financeiro, através da assinatura de Convênio (Pessoa Jurídica) ou Termo de Cooperação Financeira (Pessoa Física), que visem fortalecer a política de audiovisual através do fomento à produção, formação e difusão de obras audiovisuais de longa-metragem, curta-metragem, produtos para televisão e novas mídias de produção cearense independente no Estado do Ceará, Inserir o produto audiovisual cearense no mercado exibidor nacional e internacional, entre outros.

A ACCV/ABD-CE, como partícipe de todos os debates em torno do Edital de Cinema e Vídeo 2012 - tanto no Fórum Cearense de Audiovisual, quanto na Câmara Setorial do Audiovisual da Agência de Desenvolvimento do Estado (ADECE) e nos encontros promovidos pela SECULT - saúda o pleito e deseja boa sorte a todos os realizadores. 

DOCTV 2013

A ACCV/ABD-CE esteve presente, na figura de seus diretores Duarte Dias e Francis Vale, no Encontro Cultura & Mercado, realizado durante o Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em agosto de 2012, cuja pauta disse respeito a retomada do programa DOCTV. Participaram dos debates, além de representantes das 27 ABDs,  Renato Nery, coordenador do programa; Jaime Lerner, Presidente da ABD Nacional; Pola Ribeiro, da TVE Brasil e ABPEC, e a Secretária do Audiovisual (SAv), Ana Paula Santana.

Como resultado do encontro - onde foram debatidos aspectos concernentes ao aperfeiçoamento e retomada do projeto - ficou acertada uma reunião no mês de outubro de 2012, reunião essa que contará com a presença da Secretária do Audiovisual, representantes da ABD Nacional, ABPEC e o coordenador do programa, Renato Ortiz, isso com o objetivo de definir o convênio de uma edição do DOCTV em 2013.

INSTALADA A CÂMARA SETORIAL DA CADEIA PRODUTIVA DO AUDIOVISUAL DO CEARÁ



Foi instalada na manhã de hoje (27), na Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Audiovisual. O presidente da Agência, Roberto Smith, o secretário de Cultura do Estado, Francisco Pinheiro, e o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Renê Barreira, deram as boas vindas aos representantes de diversas entidades do segmento e coordenaram a solenidade de instalação do fórum.

Depois de instalada oficialmente, a Câmara realizou a sua primeira reunião ordinária, quando foi escolhida, por unanimidade, a diretoria do colegiado. O presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas da Assembleia Legislativa do Ceará (Inesp), Paulo Linhares, foi eleito o presidente da Câmara. O professor da Unifor, Edvaldo Siqueira, e o gerente da Estação de Luz Filmes, Sidney Girão, foram eleitos primeiro e segundo secretários, respectivamente. Também foi definida que as reuniões da Câmara serão realizadas durante as tardes da terceira quarta-feira de cada mês.

Já como presidente eleito, Paulo Linhares classificou como fascinante o desafio de estar na linha de frente da estruturação e esforço de canalização de recursos para o setor. “O encantamento do cinema e o amor intenso pelo audiovisual é o que move todos os envolvidos. Temos muito trabalho pela frente, mas o momento é de total entusiasmo por todo esse reconhecimento e suporte que estamos recebendo”, declarou.

A ACCV/ABD-CE é uma das 18 entidades ( entre públicas e privadas) que compõe o CS Audiovisual, sendo representada pelos cineastas Duarte Dias e Francis Vale.

Filme cearense sugerido pela ACCV/ABD-CE é um dos indicados pela ABD Nacional ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2012 - categoria curta-metragem.

A Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD Nacional) acaba de divulgar, no âmbito interno, sua lista de indicados para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2012 – categoria curta-metragem - que é promovido pela Academia Brasileira de Cinema.

Para satisfação dos realizadores cearenses e, particularmente, da ACCV/ABD-CE - que pelo segundo ano consecutivo vê, após votação de todas as ABDs, um de seus indicados constar na lista final da ABD Nacional – um dos postulantes ao grande prêmio no gênero ficção é o curta Doce de Coco, do diretor cearense Allan Deberton, a quem desejamos pleno sucesso e reconhecimento nas etapas vindouras.

Duarte Dias
Diretor-Presidente da ACCV/ABD-CE
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Lista dos indicados da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD Nacional) ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2012 - Categoria Curta-Metragem – da Academia Brasileira de Cinema.


Gênero Animação
Tempestade, de Cesar Cabral – SP
Furico e Fiofó, de Fernando Miller – RJ
O Céu no Andar de Baixo, Leonardo Cata Preta – MG

Gênero Ficção
Doce de Coco, de Allan Deberton – CE
Dona Sónia pediu um arma para seu vizinho Alcides, de Gabriel Martins – MG
Zeit to The Geist, de Diogo Faggiano – SP
Timing, de Amir Admoni - SP

Gênero Documentário
Ovos De Dinossauros Na Sala De Estar - Rafael Urban – PR
A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho, de Alexandra Colassanti e Samir Abujanra – RJ
Procurando Madalena - Dir. Ricardo Sá – ES

15 de Outubro: Dia do Audiovisual Cearense



A Associação Cearense de Cinema e Vídeo - ACCV/ABD-CE - nesta data de extremo significado para o setor audiovisual cearense, saúda, na memória do pioneiro Adhemar Albuquerque, a todos aqueles que contribuíram, ao longo dos últimos 87 anos, para a criação, manutenção e desenvolvimento da atividade em nosso Estado.

De igual forma, por saber do muito que há por fazer e da não existência de caminho perene e confiável fora do expresso pela força participativa do movimento coletivo e democrático, enaltece aos que, colocando de lado as possíveis diferenças de ordem pessoal, estética ou política, se esforçam continuamente na construção de uma perspectiva de avanço do setor, contribuindo, de maneira determinante e exemplar, para o desenvolvimento da cultura cearense e brasileira.

Por fim, para conhecimento e registro de todos, segue texto elaborado pelo cineasta e historiador cearense Firmino Holanda, Vestígios de um Cinema - originalmente publicado na revista de cultura "Enredo", Nº 2 (Fevereiro de 2009), da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - no qual é traçado um conciso e precioso panorama dos primórdios do audiovisual cearense.

A todos os que fazem o audiovisual cearense, nossos parabéns e agradecimentos.

Diretoria da ACCV/ABD-CE
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Vestígios de um Cinema

Há 85 anos, Adhemar Albuquerque filmava o primeiro curtametragem do cinema cearense. O filme Temporada Maranhense de Foot-Ball no Ceará, que estreou em outubro de 1924, no Cinema Moderno, foi escolhido pela Associação Cearense de Cinema e Vídeo como marco do início da produção cinematográfica do Estado.

Firmino Holanda

Podemos afirmar que a produção cinematográfica do Ceará iniciou-se em 1924, com um curta-metragem dirigido por Adhemar Bezerra Albuquerque. Mas lembremos que antes dessa realização ocorreram poucas outras, como nos dão conta os esparsos registros da imprensa de Fortaleza. Tais películas foram rodadas por anônimos cinegrafistas da década anterior. Poderiam ser trabalhos de diretores visitantes, vindos de cidades mais desenvolvidas nessa prática. Talvez fossem eles “cavadores”, tão comuns naqueles tempos pioneiros, notadamente no sudeste do Brasil – ou seja, seriam profissionais que se aventuravam “cavando” algum financiamento junto às elites, de centros urbanos ou do interior, para manterem suas atividades.

O pesquisador Ary Bezerra Leite registra dois daqueles filmes cearenses predecessores da citada investida cinematográfica de Adhemar Albuquerque. “No dia 1° de abril de 1910, o Cinema Rio Branco exibia o documentário A Procissão dos Passos, com destaque na publicidade para o fato de ser este o 1° filme rodado no Ceará. Além dessa informação, não temos nenhum outro esclarecimento. Desconhecemos quem o teria feito, se algum conterrâneo ou algum cineasta visitante que aqui tenha aportado. Um segundo filme produzido em nossa terra, igualmente sem créditos de seus realizadores, foi “Ceará Jornal”, exibido no Riche, no dia 26 de fevereiro de 1919”.

Um outro título, entre as mais antigas referências a filmes potencialmente cearenses, é o media-metragem “O Ceará no Centenário da Independência“ (1922). Poderia ser esta uma produção local, mas nada nos dá tanta certeza. Talvez o nosso mais remoto filme, que fisicamente resistiu ao tempo, seja aquele conhecido pelo título Fortaleza de 1920. Também de autor anônimo, foi resgatado por Paulo Salles, que o incluiu num documentário seu sobre a capital cearense da década de 1970. Naquela velha fita se faz um passeio pela paisagem urbana, por seus pontos mais progressistas e turísticos (Passeio Público, Praça do Ferreira, comércio central etc). Trata-se de um retrato de nossa belle époque. Temos uma sucessão de travellings suaves, provavelmente colhidos por câmera posicionada dentro de um bonde. Curiosamente, nesse filme, sobre uma cidade litorânea, o mar se faz ausente. Quanto ao ano assinalado no título, é mais prudente nele reconhecer uma alusão geral à década e não precisamente àquele ano de 1920.

Mas, voltando ao tema inicial, para esse ano de 2009, a Associação Cearense de Cinema e Vídeo (ACCV) instituiu uma data comemorativa alusiva ao surgimento do cinema em nosso Estado. Ficou assim estabelecido que a exibição daquele filme realizado por Adhemar Albuquerque seria esse marco. O título desse curta-metragem, que não se preservou, era “Temporada Maranhense de Foot-Ball no Ceará”. Estreando no dia 15 de outubro de 1924, no Cinema Moderno, sala no centro de Fortaleza, tratava-se de um documentário sobre as partidas entre os times Ceará, América, Guarany e Maranhenses, ocorridas na cidade.

Adhemar Albuquerque (1892-1975), que em 1934 registraria sua empresa Aba Film (de cinema e fotografia), é reconhecido como pioneiro das realizações cinematográficas no Ceará. Aqueles remotos e imprecisos registros jornalísticos das primeiras imagens filmadas no Estado não revelam a existência de produtoras do ramo instaladas em seu território. Daí, a celebração dos 85 anos de produção cinematográfica cearense não ocorre unicamente em função do registro de um primeiro filme aqui realizado. Está valendo também o propósito empresarial e a continuidade de sua investida nesse setor. Adhemar Albuquerque, um funcionário da agência do Bank of London, em Fortaleza, desde 1924 fazia filmes. Eram curtos registros documentais, rodados conforme as solicitações do pequeno mercado local. Seu maior cliente, a partir dos anos 1930, seria a Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS), instituição para a qual sua empresa documentava suas atividades de açudagem, irrigação etc.

Um dos filhos de Adhemar, o futuramente renomado fotógrafo retratista e publicitário Chico Albuquerque, tornou-se seu operador de câmera mais constante. Antônio, outro filho de Adhemar, também era fotógrafo e se recorda dessa pioneira empresa do pai, que pelo visto tinha um caráter bem familiar. “A primeira câmera que ele comprou foi uma Debrie, fabricada na França. Depois ele comprou uma Bell & Howell. Eu era garoto naquele tempo e ajudava ele a processar os filmes . Copiava e fazia editagem dos filmes, também em casa. Os filmes eram mudos. Depois fez alguns filmes que foram sonorizados com descrição, narração”.

A Aba Film captava momentos da vida de Fortaleza ainda muito provinciana (as visitas do ator Raul Roulien ou dos Presidentes da República Getúlio Vargas e Washington Luís; os bailes e desfiles cívicos) e também aspectos de cidades do interior do Estado. No último caso, destacam-se imagens de Juazeiro do Norte e de Padre Cícero Romão. Mas, na história de empresa, que em cinema atuou até o início dos anos 1940, o grande momento, com polêmica repercussão nacional, foi o da produção das únicas imagens de Lampião junto a seu bando de cangaceiros.

Em 1925, Adhemar Albuquerque lançou o curta “O Juazeiro do Padre Cícero e Aspectos do Ceará”. Nessa década, Padre Cícero e sua cidade foram vistos em alguns pequenos documentários. É provável que um desses filmes tenha sido o da Comissão Rondon, infelizmente perdido, intitulado “Inspeção no Nordeste” (ou “Inspeção das Obras Contra as Secas”), de 1922. Em 1925, foi lançado “O Nordeste Brasileiro”, produzido pela IFOCS, onde Padre Cícero é visto em cena. Como a Aba Film fez registros para tal órgão federal, não seria improvável ser esta uma realização sua.

Nas cenas preservadas e mais famosas do taumaturgo de Juazeiro do Norte, ele é visto inaugurando sua própria estátua numa praça daquele município. O fato se deu a 11 de janeiro de 1925. Seu parceiro político, o deputado federal Floro Bartolomeu, arquitetou a homenagem. No momento, crescia em Juazeiro a oposição dos “filhos da terra” contra os adventícios que cercavam o padre (e prefeito) daquela cidade. Vindo da Bahia, o médico Floro, eleito deputado sob as asas desse líder religioso, seria um desses forasteiros indesejados por certos grupos locais. Portanto, exaltar a figura de Padre Cícero, com discursos, desfile de cadetes da Escola de Aprendizes de Marinheiros de Fortaleza, banda de música etc., fazia parte da estratégia daquele deputado. E isso merecia ser visto em película, na tela grande.

Em setembro de 1925, quando se acirrava a oposição municipal, os correligionários do Partido Conservador, ao qual pertenciam Floro e o Padre Cícero, armaram a visita do Presidente Estadual, dr. Moreira da Rocha, a Juazeiro do Norte. Foi a apoteose, contando com todo o secretariado do governo, deputados aliados etc. Entre jornalistas e fotógrafos, distinguia-se também um cinegrafista. Seu trabalho resultou num documentário produzido pelaAba Film, mais tarde exibido sob o título O Juazeiro do Padre Cícero e Aspectos do Ceará. Suas cenas posteriormente foram reunidas a outras, em nova montagem, onde se via a citada inauguração da estátua, compondo-se um documentário sonorizado feito após a morte do chefe religioso,ocorrida em 1934. No filme exalta-se o progresso da cidade. Essa compilação, Padre Cícero, o Patriarca de Juazeiro, foi assinada por Alexandre Wulfes, cineasta de outro estado, que adquirira material fílmico produzido pela empresa de Adhemar Albuquerque.

Outros títulos produzidos por Adhemar em 1926 demonstram uma temática variada: “A Festa no Iracema”, sobre um baile em elegante clube de Fortaleza; “A Parada Militar de 7 de Setembro”; “A Indústria do Sal no Ceará”; e “A Visita do Dr.Washington Luís ao Ceará”. Em 1928, duas reportagens curtas da Aba Film apontam sua relação aproximada com o poder oficial do Estado, na época governado por José Carlos de Matos Peixoto: O Banquete Oferecido pela Colônia Cearense, no Rio, ao Dr.Matos Peixoto e A Visita de S. Excia. Dr. Matos Peixoto ao cais do Porto, no Rio.

Por outro lado, quando já registrada comercialmente, a empresa Aba Film também produziu o atípico documentário de Benjamim Abrahão, ex secretário de Padre Cícero, sobre o bando cangaceiro de Virgulino Ferreira, o famigerado Lampião. Considerado esse filme um atentado “contra os foros da nacionalidade”, seu copião seria apreendido pelo Departamento Nacional de Propaganda, em abril de 1937. Eram tempos inapropriados para a circulação de imagens desfavoráveis à ordem pública idealizada pelo poder central. Presidindo o País desde a chamada Revolução de 1930, logo Getúlio Vargas daria o golpe instituindo a ditadura do Estado Novo, em novembro do mesmo ano.

Quando Vargas revisitou Fortaleza (1940), a Aba Film novamente o filmou, dessa vez, em cores (embora Antônio Albuquerque nos garantisse que eles não trabalhassem com filme colorido...). A película , de 35mm, traz intertítulos com a marca dessa empresa. Na fita, vemos o ditador chegando de avião, sendo recebido por alunas da Escola Normal, desfilando em carro aberto para a multidão ordeira; ao lado do interventor estadual Menezes Pimentel; visitando o departamento de piscicultura do Dnocs; em solenidade cívica no Parque da Liberdade (Cidade da Criança), centro de Fortaleza; num banquete a black-tie, no Ideal Clube; etc.

Insistimos na descrição dessas cenas para que se perceba fundamentalmente o que vem a ser um registro do tipo ritual do poder , termo cunhado pelo estudioso Paulo Emílio Sales Gomes. Trata-se, portanto, de um registro mudo, mas eloqüente ideologicamente, a partir de suas imagens. O povo, no seu devido lugar, é a massa compondo o panode- fundo para as autoridades que lhe impõem a sua ordem. No mais, predominam os salamaleques que caracterizam o “Poder & Cia.” A produção brasileira documental, no início do século XX, era um desfile infindável de governantes, embaixadores, nobres, bispos, militares, industriais. Para confirmar essa regra, a Aba Film preparou sua exceção, que foi o citado registro de Benjamim Abrahão sobre o cangaço nordestino. Quanto ao cinema de ficção, outra exceção nesse panorama documental da empresa, foi a sua participação na produção carioca “Jangada”. Dirigido por Raul Roulien, esse longa-metragem foi rodado em Fortaleza nos idos de 1947. Dois anos depois, prestes a ser concluído, esse trabalho se perdeu num incêndio no Rio de Janeiro.

Firmino Holanda é professor e pesquisador de cinema da Universidade Federal do Ceará. O texto acima escrito por Firmino baseia-se em matérias escritas suas registradas em jornais, revistas e em livro (“Ceará de Corpo e Alma”, 2002). Sobre a produção cinematográfica cearense, o autor escreveu um livro ainda inédito. A citação de Antônio Albuquerque é retirada de “Cinema Cearense: Alguma História” (1989), documentário dirigido por Firmino Holanda. A citação de Ary Bezerra Leite provém de seu “Fortaleza e a Era do Cinema, Volume I “(1995), sobre as salas de exibição da cidade, livro que contém ainda informações extras a respeito de Adhemar Albuquerque.

ABD Nacional inicial processo de renovação de Diretoria

Foi iniciado, na Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, ABDn - da qual a ACCV é afiliada - o processo eleitoral que determinará a gestão para o biênio 2011-2013 (as eleições ocorrerão no próximo mês de agosto).

Duas chapas foram lançadas e estão na disputa: a da situação - cuja candidata a presidente é a documentarista e atual Diretora-Secretária da ABD Nacional, Cynthia Falcão, (que tem como vice o produtor e atual Diretor de Regionalização da ABD Nacional, Afonso Gallindo), e a da oposição, encabeçada pelo cineasta e Vice Presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), Orlando Bomfim.

Abaixo, os Planos de Trabalho apresentados pelas respectivas chapas.

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CHAPA ENCABEÇADA POR ORLANDO BOMFIM

Bravos Abedistas,

Caríssimos companheiros e companheiras de tantas jornadas.

Estou profundamente sensibilizado pelo modo fraterno como tenho sido tratado e a receptividade da exposição do nosso propósito de formarmos uma chapa democrática para uma eleição igualmente democrática, como é de nossa determinação histórica facilmente comprovada.

O momento é de passagem com profundas alterações provocadas pelo avanço das forças sociais e de novas tecnologias desestabilizando antigas normas de repressão e abrindo espaços para avanços dos grupos organizados da sociedade.

A ABD já era uma realidade em 1973. Hoje, temos mais de 30 anos seguindos, sem interrupção, de acumulação de conhecimentos e competências.

Temos a régua e o compasso. Continuamos em todas frentes.

Neste momento, as forças nos são favoráveis. Lá, nos "EUA", o alto custo das produções, o digital, a banda larga, que trás consigo o "streamin", impõe uma realidade de políticas de guerrilha interna nunca vistas e de enorme complexidade.

Em contrapartida, no nosso mundo, na nossa realidade, incluindo os emergentes e tudo mais, as cinematografias nativas, donas de forte identidade cultural, se fortalecem cada vez mais e incentivam outros povos. Aqui, o "Movimento Cineclubista" se consolidou e esparramou suas redes por todo o país se notabilizando como poderoso agente de difusão agregando forte conteudo cultural e de cidadania, mas, também, como possível agente economico quando inserido em programas diferênciados e podem crescer muito mais.

Nossos produtos, curtas, médias e documentários, viabilizam festivais, mostras e programas e uma grande diversidade. São reconhecidos pela qualidade, conteudo e linguagem e são realizados em todas as partes do nosso país numa vibrante e máxima dinamica de exposição da nossa mais rica diversidade cultural.

Mas, nós temos de enfrentar as maiores dificuldades sem retorno financeiro que permita a profissionalização da nossa atividade.

Esse III Encontro Latino Americano e do Caribe de Documentaristas, do qual faremos parte, inicia um processo tantas vezes tentado de articulação de documentaristas, organizações cinematográficas e os mais diversos agentes propositivos do meio audiovisual. É um retorno de nossa alma, nessa hora fundamental.

Da ABD, da nossa parte, o que precisamos agora é concretizar nossas sabedorias e superar as dificuldades.

E é por isso que esperamos contar com todos à partir do conhecimento dos entraves e conquistas do passado, do conhecimento do presente e das perspectivas positivas do futuro que temos de construir num amplo espaço democrático que nos abrigue a todos.

Colocamos nossa proposta aberta de Plano de Trabalho para o qual pedimos a participação de todos, independente de suas posições pessoais e representações.

Um forte abraço Abedista.

Orlando Bomfim

ABD NACIONAL: PLANO DE TRABALHO PARA A GESTÃO 2011/2013
O Plano de Trabalho tem por objetivo capacitar a entidade para ser a executora efetiva dos seus objetivos. Estes objetivos, por sua vez, são de aumento da produção, distribuição, exibição e preservação do filme documental e de curta duração independentes, com vistas à auto-sustentabilidade do setor e à ampliação da diversidade cultural brasileira.
Nesse sentido, deverão ser consideradas:
1- Ação sistemática de capacitação da entidade e seus associados a partir de convênios entre a ABD Nacional e o MINC,CBC,CNC,Ministério da Integração,Educação,Comunicação,Ciências e Tecnologia,Sebrae,Sesi,Sesc,Imprensa Nacional e TVS Públicas abertas e a Cabo visando:
a) Propiciar a criação de cursos de formação e de estudos do mercado;
b) Assessoria jurídica e parlamentar para os profissionais da área e associados, com a devida organização do sistema de direitos autorais para nossa atividade;
c) Criação de Rede de distribuição de conteúdos, com a criação de assessoria técnica para a colocação dos produtos no mercado nacional e internacional;
d) Constituição de um Banco de Dados de Referência das diretorias estaduais, seus quadros diretivos e associados, além de informações sobre os filmes, perfil de profissionais, atores e técnicos, locações de equipamentos e demais atividades relacionadas a cadeia produtiva do audiovisual.
e) Constituição do Portal Digital, concentrando os serviços de disponibilização digital de Dados, Acervos, Memória, Programação e Distribuição de obras documentais e de curta duração brasileiras e lista única e nacional de debates.
f) Negociação junto a EBC para veiculação de um programa produzido pela ABD Nacional.
2- Recuperação da luta e articulação política em prol da produção, distribuição, exibição e preservação do documentário e do curta metragem, com a devida sistematização de linhas de financiamento por parte de bancos públicos e privados que utilizem o produto acabado como valor de troca e comercialização dentro de um mercado a ser estabelecido pelos órgãos competentes.
3- Acento da ABD nos conselhos deliberativos e consultivos dos órgãos públicos e privados que lutam pelo cinema onde o documentário nos concerne a representação e o curta metragem se constitui na parte mais importante.
4- Luta pela reavaliação dos editais do MINC e da ANCINE nos assuntos concernentes aos aspectos da produção de documentário e curta metragem.
5- Ampliação das fontes de financiamentos para a produção do curta-metragem subsidado e canais de exibição para essa produção a partir de escolas, pontos de exibição, cineclubes,TVs públicas e privadas, internet, cinemas alternativos e o cinemão, mediante análise e readequação da lei do curta.
6- Aprimoramento, publicação, divulgação, e execução do projeto Curta em Todas as Telas, trabalhando sua integração com a rede de escolas públicas federais, estaduais e municipais, bem como com as futuras Praças do PAC.
7- Criação do FUNDO NACIONAL DO CINEMA DE CURTA METRAGEM E LONGAS DE BAIXO ORÇAMENTO pelo MINC como PAC da Inovação.
8- Execução dos 3 prêmios aprovados em Assembléia pela ABDN – Prêmio Nelson Pereira dos Santos, Cosme Alves Neto e Alberto Cavalcanti - além da implementação do prêmio aprovado na reunião do Centro Oeste em Goiânia (Prêmio EDNA FUJI) para curtas destacados no ano anterior ao do curso.
9- Encontro bianual da ABDN, com constituição da Agenda Nacional de Encontros e apoio logístico às Agendas Regionais, promovendo, em conjunto com o MINC,CBC,CNC,Ministério da Integração,Educação,Comunicação,Ciências e Tecnologia,Sebrae,Sesi,Sesc,Imprensa Nacional e as TVS Públicas abertas e a Cabo, apoio a feiras tecnológicas e de conteúdos para o mercado audiovisual brasileiro.
10- Implementação ativa de todas as propostas anteriormente aprovadas nas assembléias da ABD Nacional e não efetivadas em gestões anteriores, incluindo as cartas elaboradas nos sucessivos encontros.
11- Ações visando instituir leis específicas para a comemoração, em todo o Brasil, do Dia Nacional do Curta e do Dia do Documentário Brasileiro, tendo, entre outras ações específicas, a feitura de um documentário da ABDN - já aprovado em assembléia - pelas 27 afiliadas e o envolvimento da TVs públicas e comunitárias, além do Ministério das Comunicações e outras entidades no evento.
12- Consolidação do Circuito de Exibição ABD, com a fundação de uma cooperativa de exibidores em parceria entre a ABD e empresários e agentes públicos interessados.
13- Formação da cooperativa de produtores de cinema nacional com co-gestão das 27 ABDs e organizações similares.
14- Revalorização e aperfeiçoamento dos NPDs (Núcleos de Produção Digital), vinculando-os diretamente ao sistema produtivo-distributivo e otimizando os pontos já instituídos e/ou administrados pelas ABDs.
15- Campanha de filiação de novos associados e reintegração dos associados que se encontram afastados.
16- Apoio e fortalecimento conjunto das demais entidades de cinema e do audiovisual brasileiro.
Finalizamos acreditando que apenas uma diretoria capacitada e comprometida com a efetivação desse plano de trabalho poderá legitimar a ação da nossa associação perante a sociedade brasileira.

Esse é o nosso compromisso aberto a todos os militantes abedistas empenhados na participação e construção de um novo patamar para o documentário e o curta metragem em nosso país.

Opine e participe com a gente.

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CHAPA ENCABEÇADA POR CYNTHIA FALCÃO


Prezados Companheiros Abdistas,

O audiovisual no Brasil se apresenta hoje com outras formas, traz a luz diferentes indagações, mostrando novas imagens e sons que reverberam a diversidade cultural deste imenso país. Surgem novos realizadores, novas formas de realização, coletivos audiovisuais prosperam em linguagem e reconhecimento. Todos dias a tecnologia digital revela as mais recentes possibilidades de produção e exibição. Mas, o fazer (e o viver de) audiovisual ainda anseia por muito, maior autonomia, regulação, proteção do nosso cinema, sustentabilidade da atividade, consolidação dos avanços, reconhecimento e valorização dos antigos, etc.

Seguindo o curso das mudanças, pela primeira a ABD Nacional, terá mais de uma chapa concorrendo à diretoria, na verdade só agora poderemos eleger uma equipe de gestão, antes eram eleitas pessoas, para cargos.

A ABD Nacional é a única entidade representante da produção audiovisual independente, que tem uma representação em cada unidade da federação, são 27 ABDs, com 27 perfis, e uma missão em comum, a defesa do curta e do documentário independente brasileiro. Para alguns os avanços não foram suficientes, para outros foram transformadores.

Os últimos anos foram emblemáticos para esta ampliação e para a formação de novos quadros dentro das ABDs estaduais, surgiram aqueles que se destacaram em fazer valer a tão citada capilaridade da ABD Nacional, representando localmente os realizadores de curta, documentário e por vezes os realizadores de longa ficção, por ser em alguns estados a única entidade representativa do segmento.

Quanto às propostas da chapa, elencamos as ações para o biênio 2011-2013 em eixos norteadores para futura elaboração de um planejamento estratégico, com a elaboração de um plano de trabalho concreto, com linhas de ação, metas, estratégias, cronograma de execução e responsáveis pelas ações.

Essa é a cara da nossa chapa, formada por profissionais do audiovisual com compromisso político e experiência de gestão, nascidas no ceio das ABDs estaduais.

E por isso nos lançamos nessa empreitada, por acreditar que a ABD nacional pode fazer mais nesses próximos anos, com divisão das ações, com um trabalho focado e objetivo, com organização, diálogo amplo e atuação política !

Cynthia Falcão – Presidente

Afonso Gallindo –Vice presidente

Estamos avançando na composição de nossa chapa, além dos companheiros e companheiras que já se fazem parte da mesma, o diálogo continua!

Os eixos são:

ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL

COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E EXTERNA

ASSUNTOS DE INTERESSE JURÍDICO

POLÍTICAS DE FOMENTO, DIFUSÃO, FORMAÇÃO E MEMÓRIA

As ações serão executadas em curto, médio, longo prazo além daquelas que permearão toda a gestão, a saber:

CURTO PRAZO:

Campanha de Comunicação Institucional:

Renovação da marca

Criação de boletim semanal on line, com notícias de interesse do segmento audiovisual, divulgação das ações da ABD Nacional, incluindo agenda da diretoria, ações das ABDs estaduais e DF, e de realizadores de todo país.

Maior apropriação e utilização das ferramentas via web como twitter, facebook, blog, redes de compartilhamento de informações e conteúdos, reconfiguração e atualização do site

Campanha para associação de novos realizadores de produção independente nas ABDs estaduais,

Estimular a participação ativa dos documentaristas de longa metragem na entidade

Estreitar diálogo e ações com Ministérios, Secretárias, entidades e instituições de âmbito Nacional de toda a cadeia produtiva do audiovisual, visando proporcionar parcerias mais amplas e acompanhar ações e programas em andamento com mais eficácia.

Concretização e aplicação do projeto CURTA EM TODAS AS TELAS que já se encontra na SAV para implantação. Teremos como movimento inicial a Formação dos Agentes multiplicadores em todo o país e paralelamente a consolidação de novas e necessárias parcerias, motivando também oficinas de atualização/qualificação voltadas para realizadores em todos os estados e assim além de oportunizar as várias janelas, criando condições de comercialização para todos os produtores independentes em todo o país;

Ampliação da atuação da Diretoria Institucional focando na articulação com as bancadas em Brasília, participação em eventos por todo o país e na América Latina participando de maneira mais ativa de processos relacionados ao nosso segmento em todas as etapas do processo de formulação de Leis e ações voltadas ao realizador de curtametragem e documentaristas;

Criação da Diretoria de Novas Mídias buscando integrar e contribuir com a maior participação da produção independente de curta e documentário nas diversas plataformas; formalizar parcerias com o Porto Digital (Arranjo Produtivo de Tecnologia da Informação e Comunicação, com foco no desenvolvimento de software, que está situado no Recife-PE) a partir do projeto Portomídia. E com o Projeto Estação-Escola de Televisão Digital – VirtuaLab TV do Laboratório de Aplicação em Vídeo Digital da UFPB em parceria com a ABD-PB, visando a possibilidade de criação de modelos de distribuição digital para as ABDs – Em consonância com o projeto Curta em Todas as Telas, incluindo aqui o documentário em longa metragem.

Criação da Diretoria de Assuntos Internacionais, com foco prioritário na América Latina, estreitando diálogo de nossas associadas com entidades e instituições de língua hispânica, portuguesa e no Mercosul, criando maior circulação e intercâmbio de produções de documentários e curtametragens, além de propor uma política de fomento, co-produção e de circulação entre os países membros.

Criação da Diretoria de Acervo e Memória e efetivação do Projeto Memória: Organizar e sistematizar a história de nossa entidade, concretizando sua divulgação online e impressa, possibilitando assim para instituições, entidades e universidades de todo o Brasil, acesso ao histórico da organização política dos realizadores de curta e longa documentário. Iniciaremos esta ação com a mobilização de nossos associados com apoio de pesquisadores, centros de pesquisa, órgãos governamentais.

Dinamização da Tesouraria através de elaboração de propostas e alternativas de caixa, buscando menos inadimplência, adequação do valor de anuidade à realidade financeira das associadas, descontos para quitação em dia, elaboração de balancetes mensais, envio de boleto para pagamento via e-mail, elaboração de projetos de captação de recursos através de parcerias dando mais agilidade as ações desta;

Promoção de Encontros - Buscar parcerias para realização de Fóruns/Seminários regionais em todas as regiões. Como o apoio da Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, que promoverá encontros regionais agregando várias entidades da cultura. Através desta parceria serão realizados encontros anuais, com todas as ABDs, para nivelamento – político formativo - com apresentação, compartilhamento e avaliação das ações das ABDs estaduais e da ABD Nacional, além da discussão por uma nova legislação para a Cultura no país, os resultados desses encontros serão registrados em vídeo e disponibilizados pela internet e DVD

Maior acompanhamento das ABDs associadas, contribuindo em ações e difundindo os respectivos resultados, possibilitando apoio nas eleições locais, esta ação visa também, salvo desejo do coletivo estadual, que todas as ABDs tenham no máximo 2 anos de gestão, a exemplo da ABD Nacional, valorizando a oxigenação, a requalificação de quadros para participação e ações mais efetivas nas diferentes esferas, apoiando o surgimento de novas lideranças e fortalecendo as lideranças formadas. Promover maior integração com as associadas de todo o país, motivando mostras itinerantes, discussões online e buscando um diálogo ainda mais amplo;

Participação AFIRMATIVA nas ações e programas do MinC (ANCINE,SAV, CTAv), como os programas:

Olhar Brasil - Foco na implantação nos estados que ainda não têm NPDs e revitalização e fortalecimento dos existentes junto a SAV, agregando novos parceiros, a exemplo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Educação e Universidades para ampliação de suas atividades, atrelando também pontos de cultura com vocação audiovisual em todo o país, potencializando e interiorizando ações e resultados;

DOCTV - Buscar a garantia da permanência e o compromisso de assiduidade junto a MINC/SAV e TV Brasil, buscando novos espaços para difusão de associados participantes, com maior acesso a cursos e capacitação e consolidação da parceria das ABDs em todos os estados;

DOCTV Latino América - Buscar a garantia da permanência e o compromisso de assiduidade junto a MINC/SAV, além do aumento de documentários por país.

Acompanhamento do pleito de inclusão nos relatórios da ANCINE do público dos filmes exibidos em circuitos alternativos de exibição, cineclubes, pontos de exibição, movimentos sociais, escolas, etc.

Ampliação da duração do filme de Curtametragem – Diante do aumento de curtametragens finalizados em todo país com duração superior a 15 minutos, impossibilitando a inscrição de curtas em festivais e da retirada do CPB, solicitaremos à ANCINE que os filmes de curtametragem sejam aqueles com até 26 minutos, tempo que possibilita também ampliação de janelas de exibição, como nas TVs.

Resgatar e ampliar nossos convênios, consolidando os atuais e buscando novos que atendam as demandas de nossos associados em todo o país, potencializando os acordos locais e nacionais, independente de que estado seja, a carteira de parceiros por todo o Brasil, incluindo descontos em fornecedores e cursos de aperfeiçoamento em cinema e audiovisual.

Dia Nacional do Curtametragem e do Dia do Documentário - Continuidade e ampliação das duas recém-criadas comemorações pela atual diretoria buscando apoios e parcerias institucionais para sua plena execução, pela relevância e importante reconhecimento aos realizadores de curtametragem e documentaristas de todo o Brasil, contemplando a exibição de curtas e documentários de todo o Brasil, garantindo assim a maior visibilidade das nossas obras e o intercâmbio das nossas produções.

MÉDIO PRAZO:

Consolidar a implantação dos Fundos Regionais, dialogando com as associadas e focando junto as bancadas estaduais e federais, MINC, ANCINE e SAV e outras instituições;

Criação do Fórum Nacional, com as 27 ABDs, representantes dos Secretários de Cultura dos Estados, Deputados estaduais, Federais e Senadores, promovido em parceria com as demais entidades que queira junto a ABD aprofundar na discussão da legislação, com um alinhamento das políticas Nacionais Estaduais e Municipais, para a alteração e implantação de uma Lei especifica para a cultura onde o audiovisual seja tratado com as suas especificidades;

Criação da Sociedade Amigos da ABD Nacional e com isso possibilitar ações e investimentos de parceiros e interessados no aumento da discussão e difusão da produção independente brasileira. A Sociedade Amigos da ABD Nacional terá como objetivo apoiar a ABD Nacional no cumprimento de sua missão institucional. Sua atuação será direcionada tanto para os projetos que envolvam a cadeia produtiva do setor audiovisual como para o auxílio financeiro da ABD, para que a mesma possa desenvolver seus trabalhos. Isso tudo será fundamental para que dê espaço para a Diretoria da ABD Nacional trabalhar seu lado político

Gestão de Direitos Autorais - Criação de GT exclusivo para elaboração de propostas para a criação de agência arrecadadora de direitos autorais do audiovisual, em sintonia com a remuneração do autor e a garantia de acesso à população às obras audiovisuais. Esta ação, além de facilitar a elaboração coletiva das propostas, irá identificar em nossos quadros atores que representem os interesses do curtametragem e do longa documentário em todos os respectivos fóruns;

Renovar pacto dos realizadores com os Festivais, restabelecer com o Forum dos Festivais um diálogo que gere uma melhorar relação dos realizadores com os organizadores de festivais no país, independentemente de serem públicos ou privados, repactuando atitudes e ações como: valorizar a produção local, garantir a qualidade nas exibições, assim como é cobrado dos realizadores a qualidade no formato final, incluir gradativamente a exibição digital, valorizar a participação das ABDs estaduais e da Nacional nos seminários e na pauta política do festival, privilegiar a premiação nos orçamentos, garantir comissões de seleção especializadas e isentas.

Criação do Observatório de Editais ABD, coordenado pelas diretorias de Integração e de Articulação Institucional, acompanhando através de informações das estaduais, editais e leis de incentivo (estaduais e municipais), será traçado um panorama do incentivo em cultura/audiovisual e contribuirá oferecendo suporte técnico e político às estaduais para que proponham, formulem e cobrem do poder público local ações de política pública da cultura/audiovisual, através de contínua atualização de dados destas ações em todo Brasil. O resultado desse trabalho será divulgado em site próprio, aberto para consulta, a divulgação e atualização desses dados facilitarão o acompanhamento e comparação entre as ações de políticas públicas para a cultura/audiovisual, em cada Unidade Federativa do país.

Aproximação com as Universidades e espaços de formação em Cinema/Audiovisual em todas as regiões do país.

Participação efetiva da ABD Nacional e ABDs/UF em conselhos consultivos e deliberativos, comissões de seleção, programas e editais públicos de audiovisual e cinema;

Defender e mobilizar a revisão do CBO (Código Brasileiro de Ocupação) onde diversas funções existentes na prática em nossa expressão não são contempladas e possibilitar assim condições dignas de aposentadoria para nossos associados em todo o país, estreitando também a relação com os sindicatos, entidades de pesquisa e de formação - respeitando sempre suas respectivas áreas de abrangência - e assim criar tabelas de pisos, atualização e condições de respeito e mais estabilidade a técnicos brasileiros;

Buscar parcerias para a concretização do Programa ABD Nacional, que será exibido pela web e através de parcerias com TVs públicas estaduais, TV Brasil, TV Senado, TV Câmara. Foco na produção e na discussão e na política pública de cultura e audiovisual.

LONGO PRAZO:

Formação dos Agentes de Distribuição do Curta e do Documentário

Criação do Portal da ABD onde será disponibilizado além da visualização do público em geral, através de streaming e download de curtas em todas as linguagens e documentários de curta, média e longa duração para venda. Informações sobre os filmes e contatos de equipe técnica envolvida. Esta proposta também é desta gestão que termina, mas acreditamos que depende do fortalecimento, mapeamento e catalogação da filmografia brasileira, para uma vitrine ampla e justa, onde esteja presente a diversidade cultural/cinematográfica do nosso País;

AÇÕES PERENES:

Encaminhamento e participação CONSTANTE e AFIRMATIVA em TODAS as ações e programas de Audiovisual do MinC (ANCINE,SAV, CTAv)

ACOMPANHAMENTO AS PROPOSIÇÕES PRIORITÁRIAS que tramitem no Congresso Nacional, Câmaras Municipais, Assembléia Legislativa estaduais, através das ABDs, das políticas para o audiovisual;

Batalha pelo AUMENTO DA COTA DE TELA – para 50% de filmes nacionais, a inclusão de curtas metragem;

Criação de LINHAS DE FOMENTO que optem pela LINGUAGEM, inovação técnica e artística nos editais de Baixo Orçamento para o Longa documentário;

AUMENTO DE FINANCIAMENTO para realização de filmes de CURTA METRAGEM em todo país;

AFIRMAR A IMPORTÂNCIA da implantação de CENTROS TÉCNICOS E DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL em Cinema e Audiovisual EM TODAS AS REGIÕES;

PROPOR E ESTIMULAR PARCERIAS COM VÁRIOS MINISTÉRIOS para elaboração, exibição e distribuição de produtos audiovisuais como o Ministérios da Educação, Comunicação, Cidades, Turismo, Ciência e Tecnologia, Igualdade Racial, Trabalho e Emprego, Saúde, Integração Nacional (este buscando também incentivos e recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste) e Ministério da Justiça.

Aproximação com as demais entidades que representam e defendem a produção independente de audiovisual e do cinema brasileiro, em prol da convergência de forças e ideias.

Para execução das ações expostas contaremos com a diretoria composta por:

Presidente

Vice presidente

Secretário Geral

Diretor Administrativo Financeiro

Diretor de Comunicação

Diretor de Novas Mídias

Diretor de Regionalização

Diretor Institucional

Diretor de Assuntos Internacionais

Diretor de Acervo e Memória

Além da rede de colaboradores e das 27 ABDs de todas as unidades federativas do país.

Estamos abertos a sugestões e a novos desafios !